Inspiração da visão do conhecimento
KROGH et al. (2001, p.144-146) abordam os estilos segundo os quais as empresas 'inspiram' a
visão do conhecimento. Os autores entendem que as empresas podem ser categorizadas em pelo menos quatro estilos:
- visionárias de cima para baixo;
- visionárias especialistas;
- visionárias distribuídas;
- visionárias de 360 graus.
A proposta de análise de estilos da 'inspiração' da visão do conhecimento, assim como a proposta de que empresas estabeleçam sua visão do conhecimento, têm, ambas, caráter inédito.
KROGH et al. (2001, p.145) entendem que o estilo denominado visionárias distribuídas apresenta maior probabilidade de inspiração de alto grau de comprometimento entre os participantes, por permitir que vários grupos, departamentos e até indivíduos desenvolvam suas próprias visões do conhecimento.
No entanto, para os autores, muito poucas empresas, globalmente, aproximam-se da abordagem 360 graus, que consideram mais completa e que satisfaz os critérios que delineiam para conquistar boas práticas de inspiração da visão do conhecimento.
Segundo os autores, essas "empresas reconhecem a criação do conhecimento como atividade que se estende por todo o âmbito da organização".
Propõe-se, portanto, neste texto, a partir dessas indicações, que o desenvolvimento desta abordagem gerencial em 360 graus deva ser objeto de simulação e que esta simulação possa ser realizada com o apoio de
ambientes e organizações virtuais.
Um exemplo de inspiração da visão do conhecimento segundo a abordagem gerencial em 360 graus é o de
cidades cognitivas (TUSNOVICS, 2007).
Segundo o autor, o modelo proposto como 'cidade cognitiva' é um 'local' que:
- facilita o envolvimento;
- gera consciência (awareness);
- usa a criatividade;
- trata com a incerteza;
- posiciona-se na centralidade (looks at centrality); e,
- implica em sustentabilidade para futuras questões do habitat urbano.
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GregorioIvanoff - 11 Sep 2008
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